O que tem demais isto?
É que faz mais de 20 anos que não pego um trem urbano no Rio de Janeiro.
Eu peguei o trem poucas vezes na minha vida, e parei de pegar o trem quando ele piorou, no início da década de 1990. Queriam privatizar, e como acontece quando querem privatizar uma estatal, sabotam ela (Vale e Embraer foram raras exceções.). Eu vi o serviço piorar tanto que a alguns anos atrás eu via de manhã trens caindo abaixo, sem portas e vidros, sendo puxados por locomotivas diesel. Andavam superlotados e tinham passageiros pendurados na porta. Acho que nem os Nazistas transportavam os judeus assim (Pelo menos tinham portas fechadas.). Nos horários de rush o trem era superlotado, e durante uma época tinham os surfistas ferroviários.
Vários colegas de trabalho falaram que os trens melhoraram muito, e depois de 2 dias de completo desastre de tráfego, demorando duas horas e meia anteontem (21/08/2014), resolvi arriscar pegar o trem (Pior dificilmente ficaria.).
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sábado, 23 de agosto de 2014
segunda-feira, 24 de março de 2014
Metrô para a Alvorada e além...
Eu tenho visto a discussão entre a construção de um BRT ou a continuação do Metrô ligando o Terminal Rodoviário da Alvorada e a Estação de Metrô que estão construindo na Barra, a Estação Jardim Oceânico. Mas eu, como gosto de pensar diferente, pergunto: "Por que não os dois?". E ainda pode ser mais barato e eficiente.
terça-feira, 24 de dezembro de 2013
Em defesa da Linha 1A do Metrô Rio
Eu vejo muitas críticas, e algumas parecem até raivosas, quanto a Linha 1A do Metrô Rio. Uma delas está aqui. A página do Facebook Metrô que o Rio precisa é um dos grandes críticos.
Tenho a impressão que muitos destes críticos nunca usaram a Linha 2, pelo menos rotineiramente. Eles não viram o estado da Estação Estácio nos horários de rush. A Estação Estácio ficava MUITO pior que a Estação Central fica atualmente. Era um risco de desastre, era um desastre de grandes proporções prestes a acontecer. Bastava um idiota começar a gritar "fogo", e talvez soltar fogos de artifício para termos uma situação de pânico generalizado, e uns 50 a 200 mortos, e uns 200 a 500 feridos. (Pena que perdi a foto que fiz anos atrás mostrando como ficava cheia a Estação Estácio às 18:00.)
A Linha 1A permitiu espalhar todo este pessoal por diversas estações, e nenhuma chega a ficar no estado que a Estação Estácio ficava. Faltaram trens, mas isto foi melhorado com a aquisição dos trens chineses, de maior capacidade, que atualmente rodam exclusivamente, ou quase, na Linha 1A.
A Linha 1A ainda permitiu a diminuição dos tempos de viagem, ao retirar a baldeação da Estação Estácio. Mesmo com a baixa velocidade e com a espera que normalmente acontece no ponto de integração das linhas, se poupa tempo.
Mas mesmo a Linha 1A atualmente está esgotada. A Linha 1 sobra lugar, como já li. A Tijuca não lota a Linha 1 em direção ao Centro (Deve aumentar a quantidade de passageiros com a inauguração da estação Uruguai, mas não sei se chegará a lotar.). A Linha 1 e a Linha 1A parecem ficar vazias em direção da Zona Sul depois da Estação Carioca. Por isto escrevi uma Carta aberta ao Metrô Rio sugerindo a construção da Linha 2 original até, pelo menos, a Estação Carioca, com capacidade de 8 vagões por plataforma, sem a abolição da Linha 1A, o que mais que dobraria a capacidade atual da Linha 2/Linha 1A, diminuiria a ociosidade de Linha 1, aliviaria a Estação Central etc. Para maiores informações, leia a Carta aberta ao Metrô Rio.
Sou contra, ao contrário de muitos que vejo criticando o Metrô Rio, acabar com a Linha 1A. Acho que ela tem que funcionar junto com a Linha 2 original, fazendo alternância, tal como é feito atualmente entre a Linha 1 e a Linha 1A. Isto praticamente dobraria a capacidade atual do Metrô Rio.
Quanto a Linha 4, eu defendo que vá até a Terminal Alvorada. Não tenho uma opinião concreta se ela deveria integrar com a Linha 1, ou chegar até a Carioca. Eu pensaria em um projeto que não descartasse as duas hipóteses, fazendo uma rota diferente depois de cruzar com a Linha 1.
Também acho que a Linha 1 deva se tornar um anel fechado.
Acho que deveria ter sido construído um metrô no lugar da Linha Amarela, ou junto dela. Talvez dê fazer uma gambiarra, inserindo os trilhos da linha de metrô retirando duas pistas de carros. Este metrô deveria ir até a Alvorada, começando na Ilha do Fundão ou na Ilha do Governador, o que seria melhor ainda. A praça do pedágio, com a sua media móvel, seria um baita problema. Talvez fosse necessário fazer uma ponte para passar por cima dela, ou um túnel, para passar por baixo dela.
Acabei extrapolando aqui, falando mais do que a Linha 1A, mas foi bom dar a minha opinião.
Tenho a impressão que muitos destes críticos nunca usaram a Linha 2, pelo menos rotineiramente. Eles não viram o estado da Estação Estácio nos horários de rush. A Estação Estácio ficava MUITO pior que a Estação Central fica atualmente. Era um risco de desastre, era um desastre de grandes proporções prestes a acontecer. Bastava um idiota começar a gritar "fogo", e talvez soltar fogos de artifício para termos uma situação de pânico generalizado, e uns 50 a 200 mortos, e uns 200 a 500 feridos. (Pena que perdi a foto que fiz anos atrás mostrando como ficava cheia a Estação Estácio às 18:00.)
A Linha 1A permitiu espalhar todo este pessoal por diversas estações, e nenhuma chega a ficar no estado que a Estação Estácio ficava. Faltaram trens, mas isto foi melhorado com a aquisição dos trens chineses, de maior capacidade, que atualmente rodam exclusivamente, ou quase, na Linha 1A.
A Linha 1A ainda permitiu a diminuição dos tempos de viagem, ao retirar a baldeação da Estação Estácio. Mesmo com a baixa velocidade e com a espera que normalmente acontece no ponto de integração das linhas, se poupa tempo.
Mas mesmo a Linha 1A atualmente está esgotada. A Linha 1 sobra lugar, como já li. A Tijuca não lota a Linha 1 em direção ao Centro (Deve aumentar a quantidade de passageiros com a inauguração da estação Uruguai, mas não sei se chegará a lotar.). A Linha 1 e a Linha 1A parecem ficar vazias em direção da Zona Sul depois da Estação Carioca. Por isto escrevi uma Carta aberta ao Metrô Rio sugerindo a construção da Linha 2 original até, pelo menos, a Estação Carioca, com capacidade de 8 vagões por plataforma, sem a abolição da Linha 1A, o que mais que dobraria a capacidade atual da Linha 2/Linha 1A, diminuiria a ociosidade de Linha 1, aliviaria a Estação Central etc. Para maiores informações, leia a Carta aberta ao Metrô Rio.
Sou contra, ao contrário de muitos que vejo criticando o Metrô Rio, acabar com a Linha 1A. Acho que ela tem que funcionar junto com a Linha 2 original, fazendo alternância, tal como é feito atualmente entre a Linha 1 e a Linha 1A. Isto praticamente dobraria a capacidade atual do Metrô Rio.
Quanto a Linha 4, eu defendo que vá até a Terminal Alvorada. Não tenho uma opinião concreta se ela deveria integrar com a Linha 1, ou chegar até a Carioca. Eu pensaria em um projeto que não descartasse as duas hipóteses, fazendo uma rota diferente depois de cruzar com a Linha 1.
Também acho que a Linha 1 deva se tornar um anel fechado.
Acho que deveria ter sido construído um metrô no lugar da Linha Amarela, ou junto dela. Talvez dê fazer uma gambiarra, inserindo os trilhos da linha de metrô retirando duas pistas de carros. Este metrô deveria ir até a Alvorada, começando na Ilha do Fundão ou na Ilha do Governador, o que seria melhor ainda. A praça do pedágio, com a sua media móvel, seria um baita problema. Talvez fosse necessário fazer uma ponte para passar por cima dela, ou um túnel, para passar por baixo dela.
Acabei extrapolando aqui, falando mais do que a Linha 1A, mas foi bom dar a minha opinião.
sábado, 9 de novembro de 2013
Carta aberta ao Metrô Rio
Introdução
Sou usuário do Metrô Rio quase todos os dias da semana. Considero que é único meio de transporte confiável na cidade do Rio de Janeiro.
Trabalho no Centro do Rio de Janeiro e moro perto da Av. Brasil e da estrada de ferro. Eu poderia usar o trem para chegar na Estação Central do Brasil e de lá pegar um ônibus ou o metrô, mas os trens apresentam muitas falhas, e elas costumam criar um efeito em cascata. Parece que não tem planos de emergência. E pegar ônibus na Central para o Castelo significa pegar uma parte do engarrafamento do Centro do Rio de Janeiro.
Outra possibilidade é pagar um ônibus que segue pela Av. Brasil e depois pela Av. Presidente Vargas, e alguns ainda seguem pela Av. Rio Branco. Se um ônibus dá defeito, é só trocar para outro ônibus. Mas esta confiabilidade é falsa. A Av. Brasil quase sempre está superlotada, e ainda muitos não respeitam a faixa seletiva, piorando o transito para os ônibus. Qualquer problema, por menor que seja, gera grandes engarrafamentos, pois a via está acima do seu limite. A Av. Presidente Vargas é outro problema, tal como a Av, Rio Branco. Pode-se perder uma hora ou mais entre a Rodoviária Novo Rio e o Castelo. Sei que melhorou com a separação de faixas exclusivas para ônibus e a reversível, mas ainda não está bom.
Acredito que muitas outras linhas de ônibus na cidade que vem da Zona Norte e Baixada também tenham problemas, pois elas desembocam na Av. Presidente Vargas.
O Metrô não sofre com os engarrafamentos no Centro do Rio de Janeiro. De vez em quando ele "engarrafa" por volta da Central do Brasil, aguardando liberação de plataformas, mas é bem menos do que o tempo que se perde no trânsito. Ainda tem falhas ocasionais, mas estas são curtas, exceto alguns raros casos.
Assim o Metrô Rio é de longe o meio de transporte mais confiável e rápido da cidade, especialmente vindo da Zona Norte ou da Baixada Fluminense e indo para o Centro do Rio ou para a Zona Sul. Muita gente pega ônibus, van etc, para chegar a uma estação do Metrô, mesmo que tenha uma linha direta de casa para o Centro do Rio de Janeiro. Isto superlota a linha 2.
Note, aqui não estou considerando a Tijuca como Zona Norte.
Sou usuário do Metrô Rio quase todos os dias da semana. Considero que é único meio de transporte confiável na cidade do Rio de Janeiro.
Trabalho no Centro do Rio de Janeiro e moro perto da Av. Brasil e da estrada de ferro. Eu poderia usar o trem para chegar na Estação Central do Brasil e de lá pegar um ônibus ou o metrô, mas os trens apresentam muitas falhas, e elas costumam criar um efeito em cascata. Parece que não tem planos de emergência. E pegar ônibus na Central para o Castelo significa pegar uma parte do engarrafamento do Centro do Rio de Janeiro.
Outra possibilidade é pagar um ônibus que segue pela Av. Brasil e depois pela Av. Presidente Vargas, e alguns ainda seguem pela Av. Rio Branco. Se um ônibus dá defeito, é só trocar para outro ônibus. Mas esta confiabilidade é falsa. A Av. Brasil quase sempre está superlotada, e ainda muitos não respeitam a faixa seletiva, piorando o transito para os ônibus. Qualquer problema, por menor que seja, gera grandes engarrafamentos, pois a via está acima do seu limite. A Av. Presidente Vargas é outro problema, tal como a Av, Rio Branco. Pode-se perder uma hora ou mais entre a Rodoviária Novo Rio e o Castelo. Sei que melhorou com a separação de faixas exclusivas para ônibus e a reversível, mas ainda não está bom.
Acredito que muitas outras linhas de ônibus na cidade que vem da Zona Norte e Baixada também tenham problemas, pois elas desembocam na Av. Presidente Vargas.
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| Linha 2 no horário de rush da manhã. |
Assim o Metrô Rio é de longe o meio de transporte mais confiável e rápido da cidade, especialmente vindo da Zona Norte ou da Baixada Fluminense e indo para o Centro do Rio ou para a Zona Sul. Muita gente pega ônibus, van etc, para chegar a uma estação do Metrô, mesmo que tenha uma linha direta de casa para o Centro do Rio de Janeiro. Isto superlota a linha 2.
Note, aqui não estou considerando a Tijuca como Zona Norte.
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