sábado, 28 de maio de 2016

Sobre o caso do estupro coletivo, machismo etc.

No caso do estupro coletivo, falam que foi resultado de machismo.                          

Acho que o machismo foi responsável principalmente pela "escolha de alvo". Sim, machismo foi importante no caso, mas no caso tem muito mais problemas do que o machismo.

Faltou empatia. Os caras se colocarem no lugar dela, no lugar de outra pessoa, ver do ponto de vista de outra pessoa. Só pensaram em si, em um "prazer imediato" idiota.

Faltou questionamento, e de auto-questionamento, para realmente pensarem no que estão fazendo. Para duvidarem de si mesmos. As pessoas sempre acham que tem razão, e que o grupo que participam sempre tem razão.

Achar que se está acima dos outros pode gerar prepotência, arrogância, desprezo pelas outras pessoas etc, e está fortemente ligado às coisas falei acima.

Talvez o desejo de um senso de aventura, de fazer algo diferente e proibido, também tenha passado pela cabeça deles.

O culto à irracionalidade. Que tem que ser louco etc. Especialmente no momento de diversão, pois acham que não é hora de ser responsável quando se diverte. Que a "diversão" tem que ser a mais louca possível.

A ideia de sempre levar vantagem em tudo também deve fazer parte do que aconteceu.

A soma destas aberrações, de outras que nem me lembro no momento, e mais as que não conheço, misturado em um caldeirão, resulta nisto.

O machismo foi muito importante no caso, mas não foi a única coisa importante no que aconteceu. Acho que não se deve lutar só contra o machismo, pois existem muito mais coisas contra o que lutar que podem causar muito estrago, especialmente quando se juntam, inclusive, ou especialmente, quando se juntam ao machismo.

Tudo está interconectado.

PS: Estou chocado e com muita raiva do que aconteceu.

sábado, 19 de março de 2016

#NãoVaiTerGolpe 18/03/2016 - Praça XV - Rio de Janeio

Estive na manifestação de apoio à Dilma de 18 de Março na Praça XV. Estava bem cheia, tomou a Praça XV, o Paço Imperial, e vizinhanças. A escadaria da ALERJ estava cheia, e não era exatamente a área da manifestação. Até a Rua Primeiro de Março estava estreitada de tanta gente. Então deveria ter mais gente do que era possível contar. Não ocupou mais área por que parte da região está fechada para obras, inclusive para a construção do VLT. Acho que estava mais cheio do que os organizadores esperavam.

Teve um palco principal, e palcos paralelos, com manifestações paralelas acontecendo, um deles com artistas dos subúrbios, de bairros afastados, da baixada etc.

Tinha gente de quase toda aparência, tipo físico etc. De gente de chinelo até gente de terno. Tinha gente de todas as idades, mas a maioria era jovem. Conversei com uma mulher que se definiu como Classe média alta. Ela contou que tem investimentos, mas não se considera elite, pois elite manda na economia, e ela não faz isto, ela não tem como fazer isto. Ela resolveu apoiar o Lula e a Dilma depois de ver que amigos e amigas dela que tem posições políticas que ela não gosta indo para a manifestação do dia 13 de Março. Ela disse que isto a acordou (Não exatamente nestas palavras, mas neste sentido.). Ela normalmente não votaria no Lula, não iria para a manifestação, mas agora resolveu votar nele. Ela estava acompanhada de um amigo argentino, e os dois estavam assustados com o que está acontecendo na Argentina. Ela contou que resolveu ir para a manifestação e conseguiu alguém para ficar com os filhos dela. Ela não levou os filhos para a manifestação, e muito menos com uma babá (Desculpe-me, não resisti.).

Os policiais estavam em grupos batendo papo, totalmente tranquilos, espalhados na borda da manifestação. Não vi ninguém fazendo selfies com eles.

Não tinha nenhum cartaz maluco, pedindo coisas malucas etc. O mais estranho foi um que passou por mim, que não deu para fotografar, escrito "tabaco orgânico" (Será que é o que eu estou pensando?).

Abaixo está uma coleção de fotos tiradas por mim. Eu estava sub-equipado, só com a minha velhinha Ultra Zoom, mas fiz o que pude.

Panorama geral da manifestação às 18:33. Tem sobreposição entre as fotos para entender melhor os encaixes.


domingo, 6 de março de 2016

Achei um celular e devolvi

Hoje eu estava com uma amiga e achei um celular em um ponto de ônibus. Ela de início não sabia o que fazer. Eu tinha um plano. Guardar o celular e esperar o dono entrar em contato. Ele estava desbloqueado e o WhatsApp aberto. Tinha mensagem recente. Enviei uma mensagem a esta pessoa, com quem o dono conversava, informando que achei o celular, e para avisar ao dono. Em um momento vi que a bateria estava baixa, e já pensei em como carregar o celular. O meu plano era pedir para pegar no meu trabalho durante a semana. No ônibus o celular tocou. Eu atendi. Era o dono. Ele estava meio desesperado e feliz: "Alguém atendeu o telefone e falou que ia entregar.". Eu estava quase no Centro e ele em Botafogo. Eu precisava deixar esta amiga perto de casa e pegar o metrô na Cinelândia, então combinei dele pegar o celular comigo na estação de metrô da Cinelândia. Cheguei na estação e esperei alguns minutos, e dono chegou. Ele me ligou de outro celular assim que chegou. Ele contou que perdeu um celular e a carteira a duas semanas atrás, mas não devolveram. Então deram este celular para ele. Semana passada ele achou um celular, e devolveu. Teve gente que questionou o fato dele devolver. Hoje eu achei o celular dele devolvi. Tivemos uma animada conversa de cerca de 45 minutos sobre política, história, fotografia etc. Esta conversa valeu o trabalho, que na realidade foi pouco, para devolver o celular. Aliás, a felicidade dele já valeu a pena. Muitas vezes não custa muito fazer uma boa ação. E a gratificação pessoal, e a felicidade que você dá a outra pessoa são imensas. E ainda pode ter a chance de conhecer gente legal. Façam boas ações. Vale a pena.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

Sobre pirataria, o combate à pirataria e carta aberta com sugestão ao Netflix

A muitos anos, quando via as polêmicas da pirataria de filmes e músicas eu pensei em algumas coisas. As empresas de mídia chilicavam, esperneavam, processavam pessoas, faziam lobby (Não duvido que até subornassem políticos.) para leis mais duras, e até absurdas, contra a pirataria. Eu, e alguns mais, vimos uma forma diferente de tratar a coisa.

As pessoas queriam acesso às músicas, aos filmes, às séries. As pessoas não queriam mais o acesso comum de procurar nas lojas, comprar um CD no qual só gostassem de algumas músicas, quando não, de uma só. As pessoas queriam colocar as músicas em dispositivos pequenos, portáteis, para escutarem em qualquer lugar, e um CD Player, mesmo os portáteis, não são tão pequenos quanto os MP3 Players. Não cabiam num bolso.

As pessoas começaram a baixar músicas, e nesta época surgiu o Napster e depois o KaZaA, entre outros. Assim surgiu o compartilhamento das músicas pela Internet, e uma guerra das produtoras de música contra isto. Alguns poucos músicos seguiram o caminho inverso, especialmente os independentes, deixando suas músicas disponíveis para os fãs baixarem.

Um dos problemas deste compartilhamento é a qualidade do material baixado. Algumas pessoas não se importavam com a qualidade da codificação, e nem tinham um senso para perceber bem isto, se importando somente com o tamanho. Quanto menor melhor, pois poderiam colocar mais músicas no seu computador, no CD, no MP3 Player etc. Assim existia muito material ruim, de baixa qualidade. Muitos não entenderam que o formato MP3 não é uma compactação, e sim, uma aproximação matemática do original, e que também passava por modificações contando com alguns detalhes que o ouvido humano não consegue perceber. Então, quanto menor o arquivo, pior é esta aproximação matemática. Fora os MP3 dos MP3, i.e., pessoas pegavam um MP3 e recodificavam para tentar fazer ficar menor, descartando mais qualidade ainda. Era difícil peneirar isto, separar o que era bom do que era ruim.

Uma das pessoas que entendeu isto foi o Steve Jobs, que criou o iTunes e o iPod. As pessoas podiam comprar músicas pela Internet. Mas mesmo assim não tomou o mercado todo.  Estava preso a um dispositivo, e ao mecanismo de proteção de direito autoral que Apple usava. Em parte por exigência das empresas de mídia. Elas não venderiam músicas através de quem não protegesse contra a pirataria.

Algo parecido aconteceu com filmes e séries. Não dá para ficar preso mais aos horários das TVs para acompanhar as séries. As pessoas querem flexibilidade para ver quando quiserem, tal como os vídeo-cassetes permitiram. As pessoas programavam o vídeo-cassete para gravar em certos horários e assistiam quando era conveniente, e com a chance de pular os comerciais.

Com o Torrent, o Pirate Bay etc, as pessoas começaram a baixar filmes e séries, mas o problema da qualidade persistiu. Poderia demorar dias para baixar o DVD de um filme, e descobrir que ele é de outra língua, está sem legendas na sua língua, que está com baixa qualidade etc.

Qual é a solução para isto? Inundar (Não é o dilúvio bíblico, que aliás, é um plágio.).

Se as pessoas tiverem tudo o que quiserem disponível, na hora que quiserem, com uma boa qualidade, mesmo que a um baixo custo, não vão recorrer à pirataria. Não vão se preocupar em gastar tempo baixando, caçando Torrents, que podem ser baixa qualidade, demorarem a baixar, ocupar espaço em disco e mídias etc.

Ou seja, se inundar de conteúdo de fácil acesso, universal, a pirataria perde o propósito de existir. O Uruguai fez isto com o tráfico de drogas ao liberar a maconha. O tráfico perdeu o propósito de existir. E este é um dos argumentos mais fortes para a liberação das drogas. E recentemente rodou pela Internet que os cartéis de drogas do México estão falindo depois que a maconha foi legalizada em parte dos EUA.

O Joost tentou fazer isto, e assisti a bons programas nele, em seu começo, mas depois foi descontinuado. Talvez o mundo ainda não estivesse pronto, ou as empresas de entretenimento, e por isto não decolou.

O Netflix tenta atender a isto. Por um custo mensal que não é grande é possível acessar a uma grande quantidade de material, quase na hora que quiser, em quase qualquer dispositivo e sistema. Que eu saiba, atualmente, fora o YouTube, o Netflix é o que mais chega perto do "inundar" que defini acima.

Como contei no início do artigo, as pessoas querem levar consigo as músicas, em seu dispositivo móvel, seu celular, e atualmente vivemos a era da conexão móvel, quando as pessoas estão sempre plugadas. E aí que abre uma brecha para a pirataria.

Em cidades grandes se perde muito tempo no transporte. Tem vezes que se perde horas por dia no transporte. Eu já passei, em caso de transito ruim, mais de 2 horas e meia na viagem de ida ao trabalho. Eu perco quase de 3 horas por dia no caminho para o trabalho, e de volta, sendo que cada viagem de trem dura cerca de 40 minutos, fora o tempo na plataforma esperando o trem. Aproveito este tempo para colocar o Facebook, os e-mails etc, em dia.

Nestas viagens já vi gente vendo filmes e seriados. Duvido que seja por conexão 3G ou 4G. Aliás, imagine o que aconteceria com a rede de celulares com centenas, ou milhares, de pessoas tentando assistir filmes e seriados pelo celular durante a viagem. A rede poderia entrar em colapso. Também tem a questão que rapidamente esgotaria a franquia de celular da pessoa.

Não é raro as pessoas terem Internet rápida em casa e no trabalho, e assim baixam, de modo pirata, o que querem assistir e colocam no celular.

Algumas pessoas já podem estar chegando ao ponto que quero chegar.

Por que o Netflix não usa o armazenamento do celular, ou do tablet, que pode facilmente ter um cartão de 32 GB, para armazenar filmes e seriados para as pessoas assistirem nas suas viagens de ônibus, avião, trem etc. As pessoas poderiam escolher o que querem armazenar e o material seria baixado de madrugada, em horários nos quais os tráfegos no Netflix talvez fiquem menores (O tráfego da Internet realmente fica baixo de madrugada.), e/ou baixados em menor prioridade, sem ter que ser no tempo real do filme. De manhã a pessoa tem o filme, e/ou alguns episódios do seriado que está acompanhando, no celular para ver durante as viagens do dia.

Eu sei que as empresas de mídia poderiam reclamar da ideia, mas uma coisa que pode fazer é guardar o material criptografado, para atender o medo de pirataria das indústrias de entretenimento, e descriptografar conforme toca.

E aí pessoal do Netflix, o que acham?

PS: Como vocês são um negócio, para dar lucro, claro que eu adoraria uma comissão se toparem esta ideia. O meu vício/hobby de fotografia não é barato, e adoraria fazer um upgrade de câmera.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

Decepção com o Cinemark Carioca

Hoje, dia 11/01/2016, segunda-feira, fui ao Cinemark Carioca para assistir  o filme Star Wars, o Despertar da Força (Não vi ainda.), mas só tive aborrecimentos.

Cheguei às 19:50 para assistir a sessão das 20:20, ou seja, cheguei meia hora antes. Pensei que daria tempo para comprar a entrada, ir ao banheiro, descansar um pouco. Estava muito enganado.

As filas estavam grandes, e o atendimento muito lento, muito lento. O tempo foi passando... passando... passando... E como a fila fazia um ziguezague em um espaço compacto, estava quente. O ar condicionado não estava dando conta. Uma loja no caminho para o cinema estava panfletando as pessoas que passavam em frente dela, e várias pessoas estavam usando este panfleto como leque, inclusive eu.

Eu já estava aborrecido, e comentei com o pessoal que estava sofrendo na fila comigo que eu iria para o guichê, mesmo passando a hora do início do filme, para falar que perdi o filme por que o atendimento deles era ruim.

Chegou a minha vez às 20:30, quase 40 minutos de fila, 10 minutos depois de começar a sessão, e eu ainda teria que ir ao banheiro. Falei para a bilheteira que desisti de ver o filme, pois passei 40 minutos na fila, e não ia entrar depois de começado o filme, e fui embora.

Só tinham 2 bilheteiras trabalhando em um conjunto de 8 guichês, eu acho (Não menos que 6 guichês.). Sendo que dois estavam com clara intenção de não serem usados, pois atrás do vidro estava uma parede de baldes de pipoca empilhados. As bilheteiras deviam estar sofrendo com isto também.

Acho um grande desrespeito ao cliente, que perde um tempo grande na fila, sofrendo com o calor, para se divertir, para ter prazer. O cinema deveria ser uma experiência prazerosa, e não com sofrimentos. Como querem vender pipoca se o cliente perde o tempo todo que ele tem na fila para comprar o ingresso? E depois de se aborrecer na fila, alguém vai querer comprar pipoca e dar mais dinheiro ao cinema?

Tinha gente falando que o cinema do Shopping Via Brasil funcionava muito melhor, tem 5 guichês sempre funcionando, a fila andava rápido etc. Eu já penso em tentar ir lá amanhã. Este mesmo cliente disse que não volta mais ao Cinemark Carioca. Ou seja, estão perdendo clientes.

Quantos lugares ficaram vazios no cinema por causa desta inépcia na venda de bilhetes?

Então fui para casa pensando em fazer uma queixa no site do Cinemark. SURPRESA!!!! O Fale Conosco do site deles exige cadastro prévio. Que absurdo. Então resolvi tornar a minha queixa pública, e não privada.

Eu tive muitas boas experiências com este cinema, mas parece que acabaram. Eu me lembro quando eles tinham cartazes com a programação, os horários e os preços na praça de alimentação, com os guichês em uma loja ao lado da praça de alimentação. Eu passava no shopping e olhava o cartaz. Assisti a muito filme por impulso. Via o cartaz, achava que algum filme parecia legal e estava perto da hora dele, ia para o guichê e comprava a entrada e via o filme. Me lembro de decidir ver filmes meia hora antes da sessão, e até menos. Depois mudaram os guichês para o segundo andar, e passei a ver menos filme, e quando tiraram os cartazes com os filmes e seus horários da praça de alimentação parei de ver filme por impulso. Não tinha mais a informação me tentando. Agora, nem no segundo andar se obtém facilmente informações de quais filmes estão passando, em quais horários estão passando, e qual é o preço. Só se acha estas informações facilmente nos guichês, o que acaba com a decisão de ver um filme por impulso.

Já vi queixas de que o cinema está perdendo clientes, mas exemplos como este mostram bem por que estão perdendo clientes. Não sabem vender, não sabem tentar, instigar o cliente a ir ver o filme, mesmo o cliente que está na porta deles. E ainda tratam mal os que foram intencionalmente lá para verem um filme.

Desculpe-me o tom de desabafo. Aliás, é um desabafo.

Atualização:

Fui ao Via Brasil no dia seguinte, dia 12/01/2016, terça-feira. Foi uma experiência totalmente diferente. O Shopping parecia menos lotado que o Carioca Shopping.

A sessão era às 21:00. Olhei a hora quando subia a escada rolante e era 20:29, e de novo às 20:36, quando eu tinha acabado de sair da bilheteria. A fila era pequena e andava rápido. Para não ser perfeito, eles estavam com problema de troco e levaram boa parte das minhas moedas (rs). Se não fosse isto acho que teria sido mais rápido.

Comentei que faltava legenda no sistema deles para dizer qual cor indicava as cadeiras vagas, e uma funcionaria concordou. Ela disse que facilitaria a vida deles. Não precisaria mais falar com os clientes qual cor representava as cadeiras vagas à toda hora.

Foi rápido e tranquilo. Pude ir ao banheiro, comprar o lanche etc. Foi uma experiência tranquila, suave, como deve ser. A entrada foi rápida, pois eles dividiram a fila em várias filas para que vários funcionários conferissem os bilhetes ao mesmo tempo. Em suma, paralelizaram. Foi o que eu acho que deve ser a experiência de ir ao cinema.

Agradeço a quem comentou na fila do Cinemark Carioca sobre cinema do Shopping Via Brasil. Tinha toda razão.

Atualização em 16/05/2019:

Sei que não vão acreditar. Hoje o Cinemark respondeu a minha queixa. Sim, 3 anos, 4 meses e 5 dias depois. Abaixo está a resposta:

"
16/05/19 às 08h00

Olá,


Até então nosso atendimento ao cliente era realizado via site Cinemark mas a partir de agora, o ReclameAQUI também é um de nossos canais oficiais.
"

Uma resposta padrão, mas é uma resposta.

Respondi a eles o seguinte:

"
Incrível, 3 anos, 4 meses e 5 dias para responderem.

Fazem bem também darem atenção aqui, ao ReclameAQUI.

A minha queixa é uma mistura de queixa e desabafo, e não tem bem solução. Passei a ver filmes em outro cinema, e tive experiências muito boas lá (fila para comprar ingresso rápida, sem sofrer de calor na fila, entrada na sala de projeção rápida com paralelização do atendimento da fila etc). Mas, mesmo assim, gostaria de ter algumas respostas.

Contrataram mais pessoas para trabalhar nos guichês? Qual é o tempo médio na fila atualmente? Melhoraram o ar condicionado do espaço das filas? Os guichês que eram usados como vitrine de baldes de pipoca voltaram a funcionar como guichês?

Lembrem-se, se as pessoas ficarem tempo demais na fila elas não compram pipoca. Em parte por revolta, e em parte por falta de tempo.

A ida ao cinema tem que ser uma experiência prazerosa do início ao fim, do momento que chega na entrada do cinema até a saída dele, ou até depois da saída dele.

"

sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

A relação dos Coxinhas e o Cunha: Da paixão desenfreada à convivência odiosa sob o mesmo teto.

A relação dos Coxinhas com Cunha tem uma história muito interessante.

Muita gente sabia que ele não prestava, mas a oposição elegeu ele presidente da câmara.

Ele era o herói dos Coxinhas. Armou para aprovar a redução da maioridade penal, para financiamento de empresas para campanhas eleitorais, para retirar o direito da mulher abortar em caso de estupro etc. Encaminhou muitos projetos, inclusive engavetados anteriormente, do interessa de empresas, de financiadores de campanha etc. Ele era o herói.

Criou CPI para sabotar investigações, intimidar advogados e testemunhas, saber o que elas iriam falar nas investigações etc.

Sabotou o governo quanto pôde nesta época.

Ele recebeu os pedidos de impeachment. Os gurus dos Coxinhas tiraram fotos com ele. Falaram que ele era amigo, que iria derrubar a Dilma e o PT. Perdem a eleição, então tentam ganhar no tapetão. E quem era o dono do tapete? O Cunha.

Os Coxinhas tratavam ele como herói. Puxavam o saco dele, inflavam o ego dele.

Primeiras denúncias da operação Lava Jato. Mas não acreditaram. O PT é corrupto, é bandido (Provas? Para que? Nosso ódio de Coxinha basta.). "Estão tentando sujar o nome dele. Desviar a atenção.".

O Cunha usa os pedidos de impeachment para chantagear o governo.

Denúncia de contas no exterior e lavagem de dinheiro. E os Coxinhas: "É mentira.". Fingem que nada aconteceu.

A denúncia fica mais séria. Aí os Coxinhas falam: "Ele é o herói que vai derrubar a Dilma.".

O PSOL entra com pedido de cassação, aproveitando o "mole" que o Cunha deu na CPI da Petrobrás, em uma tentativa de "legitimar a sua honestidade".

A coisa complica, e o PT passa a ter uma arma contra Cunha. Ele elimina um bando de pedidos de impeachment (Cada um era mais ridículo do que o outro.), mas guarda alguns como carta na manga.

Os Coxinhas ainda acreditam que ele vai fazer o impeachment, mas ele só quer mesmo se manter no poder. Ele tenta usar os dois lados.

Muitos Coxinhas, diante de provas irrefutáveis de corrupção do Cunha, vindas de vários lugares, já começam a mudar o discurso, tendo até os que continuaram aliados a eles falando "É corrupto, mas é quem vai derrubar a Dilma e o PT", "Não importa quanto ele seja corrupto, desde que derrube a Dilma e o PT". Era algo do tipo "É ladrão, mas é meu herói.".

A coisa vai piorando, e o PT, na dúvida se segura o Cunha, e tenta negociar a governabilidade, ou se chuta ele logo, adia a decisão.

Alguns Coxinhas já falam que não são amigos dele, que não são fãs dele. Que só defendem a mesma causa, derrubar a Dilma e o PT.

O Cunha fica cada vez mais queimado.

Alguns Coxinhas percebem que ele não vai acatar o pedido de impeachment.

Até que o PT não pode mais adiar, apesar de diversos adiamentos foram manobras de Cunha e seus amigos (e algumas pegaram mal), e resolve "pagar para ver". Decide queimar o Cunha. Estava muito ruim com ele, e ingovernável de qualquer forma.

Aí, o Cunha tenta se salvar apelando para o impeachment, além de usar como vingança contra o PT. Ele tenta se salvar de novo, tentando um desesperado movimento para trazer os Coxinhas, os anti-PT, a oposição etc, para salvar a pele dele. Tenta dar uma de herói da oposição de novo.

Muitas pessoas já dizem a muito tempo que ele não tem moral, como corrupto conhecido, para conduzir um impeachment.

Neste momento os Coxinhas tentam se desgrudar cada vez mais, em um processo que começou a algum tempo (não muito tempo), da sujeira que é o Cunha - que ficou claro a todos, até para os Coxinhas que o tinham como herói - para não parecerem tão sujos assim, para não terem a sujeira dele grudada em sua pele.

Desmentem o apoio incondicional, e o tratamento de herói, que davam a ele. Dizem que não era bem assim.

Os Coxinhas querem salvar a sua própria pele. Ele é ainda o salvador, mas um lixo ao mesmo tempo. Tem gente comparando ao traficante que liga para a polícia para informar um estupro acontecendo na casa ao lado. (Um baita desconhecimento de como funciona uma área dominada pelo tráfico.)

Então tentam usar o argumento de que a denúncia de crime feita por um criminoso contra outro criminoso é válida. Mas o primeiro criminoso não estaria mentindo sobre o segundo? Não tentaria atribuir seus crimes ao outro? Não tentaria se salvar fazendo a denúncias falsas contra um inocente?

Eu sou do tipo que acha que denúncias vindo de pessoas suspeitas são suspeitas, e tem que ser bem verificadas.

Não sei Cunha percebeu que já perdeu, que, conseguindo ou não o impeachment, a cabeça dele já está na guilhotina, e talvez só consiga a decapitação mais rápida ao acatar este pedido.

Os Coxinhas vão querer a cabeça dele, conseguindo ou não o impeachment, e não conseguindo, ele passa de herói ao mega bandido da história. Mesmo conseguindo, ele continua um bandido, e tem que ser eliminado.

Talvez ele saiba que vai cair, mas quer cair da forma mais catastrófica possível, explodindo para todos os lados.

E o papel dos Coxinhas neste história toda é muito interessante, de amar, adorar, louvar etc, a querer se livrar dele, e dizer que nunca se associaram a ele etc.

quarta-feira, 11 de novembro de 2015

Um assédio que assisti

Muitas mulheres estão contando seus casos de assédio, de desrespeito, então vou contar um que assisti. Não sei quantas das mulheres vão gostar de um homem dar um depoimento sobre assédio feminino, mas aqui vai.

Eu tenho uma amiga muito bonita, que até já fez trabalhos de modelo. Confesso que já pifei, fiquei hipnotizado, diante dela por causa da beleza dela (Devo ter ficado com uma baita cara de idiota nesta hora.).

Alguns anos atrás eu estava andando ao lado dela durante o carnaval, de noite, em uma rua cheia. Veio um rapaz em direção contrária que parecia ter um pouco mais de 20 anos, e parecia estar bêbado. Ele cruza conosco do lado dela, aproxima o rosto do ouvido dela e fala "Gostosa". Não falou baixo, pois eu escutei, em uma rua cheia, no carnaval.

Senti raiva dele, do desrespeito dele com ela. Achar uma garota bonita é uma coisa, mas falar algo assim, sem intimidade para falar qualquer coisa, é um grande desrespeito. Ele nem levou em conta o fato dela estar acompanhada, se é que viu isto.

Vi claramente que ela ficou incomodada.

Eu senti vontade de brigar com ele, de bater nele, mas não sou de brigar. Agora imagino a sensação de vulnerabilidade, de se sentir indefesa, que as mulheres devem sentir nestas horas, pois geralmente são fisicamente menores que estes homens. E eles se valem disto contra elas. Mesmo que uma mulher queira responder, especialmente de forma fisicamente agressiva, elas podem levar a pior.

Não vou dizer quem é esta amiga, e como tenho muitas amigas bonitas, mesmo quem me conhece não deve conseguir adivinhar quem ela é. Se ela quiser se manifestar, dizer que foi com ela, tudo bem. Mas aí vem outro ponto que me assusta, pode assustar, aliás, tem que assustar as pessoas. Ela não deve se lembrar do episódio. Não exatamente por não ter importância para ela, pois vi que ela se sentiu incomodada, mas pelo fato de ter sido mais um assédio, de muitos, que ela sofreu. Ela, e a maioria das mulheres, devem sofrer algumas dezenas de assédios por ano, especialmente as mais bonitas como ela. Infelizmente é comum, é rotina.