terça-feira, 3 de setembro de 2019

Sobre a classe média e a bolsa de valores

Estava pensando sobre investimentos da classe média na bolsa de valores e acho que cheguei a alguns pontos.

A classe média não tem como investir diretamente, então depende de corretagem, de corretores. Então a classe média acaba gerando um grande mercado para corretores de ações. Acredito que os corretores nunca perdem dinheiro nas transações.

Outro ponto é que isto pode gerar a ilusão em membros da casse média de que eles são investidores, e assim se sentirem elite só porque "brincam" de investir em ações, tal como crianças brincando com dinheiro de mentira. Esta ilusão é uma forma de cooptação para que eles defendam interesses dos mega investidores, dos mega especuladores etc.

E o terceiro ponto é que o mercado de ações é extremamente especulativo. Alguns ganham com outros deixando de ganhar, e até mesmo perdendo. Alguns especuladores manobram criando bolhas para atrair investimentos, inflando artificialmente ativos de investimentos, para depois vender na alta estourando a bolha (Isto lembra a bolha do Bitcoin, não? Ela fede a um casos destes.).

E quem são os trouxas perfeitos para serem espoliados em um estouro de bolha?

terça-feira, 27 de agosto de 2019

Combustível Sem Imposto no YouTube

O grupo Combustível Sem Imposto também tem um canal no YouTube, o que era de se esperar, mas também está fazendo propagandas pagas (De onde vem este dinheiro?).

E qual foi a propaganda que recebi? Uma das modelos andando, andando em uma beira de estrada só de camisa de malha e parte de baixo do biquíni (pelo que deu para ver) etc.

Estão apelando mesmo. Na falta de argumentos sólidos estão apelando para o sensual como defesa de posição política e econômica?

segunda-feira, 26 de agosto de 2019

CSI, Combustível Sem Imposto apela para fotos sensuais


Parece falta de argumento (e pode ser mesmo). Ao invés da página de Facebook Combustível Sem Imposto de usar sólidos e bem embasados argumentos para defender as suas causas, eles estão postando fotos de garotas jovens, bonitas e de biquíni.

Eles fazem campanhas contra a justiça do trabalho, contra o funcionalismo público, contra impostos etc. Fazem campanhas que defendem empresários, os ricos (falam muito de combustível de aviação), em um discurso que pode atrair a adesão de quem se acha rico, como alguns donos de carros. Parecem Anarco Capitalistas.

Usam impulsionamentos do Facebook (Coisa que acho que não deveria existir.), isto implica que  eles tem dinheiro de alguma fonte, mesmo que do próprio bolso, mas acho difícil isto. Não descobri quais são os financiadores, mas ainda não procurei muito.

Usam frases vazias, argumentos pífios, falácias, frases de efeito, até casos especiais etc, mas nada de argumento embasado. Um deles é que a vida do trabalhador vai melhorar quando for extinta a justiça do trabalho. Muitos comentários mostram, e até zoam, justamente isto, o quão pífios são.

O problema de usar moças de biquíni é que as curtidas podem não ser pela causa, e sim, para as garotas, como se pode ver em alguns dos comentários. Outros comentários falam justamente disto, que soa machista (e é mesmo), o que a garota de biquíni tem em relação aos impostos etc.

É como se, ao não conseguir ter argumentos para a cabeça de cima dos homens e mulheres, então tentam conquistar os homens com a "cabeça de baixo". Sim, virou uma página machista, para homens, e aparentemente feita por homens.

O site deles segue pelo mesmo caminho como poderá ver ao final.

Abaixo vão muitas capturas de tela da página do Facebook:


domingo, 25 de agosto de 2019

Coordenação internacional de bombeiros florestais.

Sou favorável que vários países tenham grupos de combate a incêndios florestais. Eles contariam até com helicópteros, aviões, drones etc.

Mas tem épocas do ano que tem poucos incêndios em alguns lugares, e mais em outros, inclusive poucos em alguns países e muito em outros.

Todos estes grupos deveriam ter grande mobilidade, para se deslocar rapidamente para outros lugares, outros países etc.

Por exemplo, no caso de incêndios da Amazônia, os grupos se deslocariam de várias partes da América do Sul e da América Central para a Amazônia. Se a coisa piorasse, poderiam vir da América do Norte, África e Europa.

Em grandes incêndios na Califórnia, grupos dos EUA, Canadá, e América Central poderiam se deslocar para ajudar. Na África, grupos da África poderiam se deslocar, e se piorasse, do Oriente Médio e Europa também.

Se fosse na Ásia, grupos da Ásia poderiam se deslocar o local de incêndio. Se piorasse, se tivessem necessidade, grupos do Oriente Médio, depois Europa e África.

Grupos que estivessem disponíveis, poderiam se deslocar para onde fosse necessário.

Assim todos os países teriam a disposição uma grande quantidade de recursos, mas com custos menores, sem que ficassem ociosos nos tempos de poucos incêndios.

domingo, 18 de agosto de 2019

Sobre os que falam mal dos Direitos Humanos

Estava pensando sobre uma coisa.

Acho que os que falam mal dos Direitos Humanos nunca leram a Declaração Universal dos Direitos Humanos. Muitos deles nem devem saber que ela existe.

Certamente não sabem como ela surgiu, de onde surgiu, as razões históricas, o contexto etc.

Mas penso que possam existir os que leram e mesmo assim falam mal. Para estes eu vejo duas possibilidades. Ou foram completamente incapazes de entender, ou entenderam, mas não querem que ela seja aplicada por má fé mesmo. Este segundo grupo deve ser o que ajuda a espalhar mentiras sobre os Direitos Humanos.

Para quem não leu, aqui está o link para a tradução para o português.

terça-feira, 6 de agosto de 2019

Facebook, e aplicações/sites de encontros

O Facebook é uma destas coisas monstruosas de grande, e cada vez mais quer ser maior, cada vez mais quer participar das vidas das pessoas. Chegou ao ponto de ter pessoas que acham que ele é a Internet, quando a Internet é MUITO mais do que ele.

Entre as áreas que ele se expandiu está a de sites de vendas.

Existiam grupos de compra, venda, troca, desapego etc. Eu entrei em alguns. Mas meses atrás eles começaram com um outro comportamento. Eles estavam sugerindo produtos "relacionados" a outros que eu tinha visto e comentado, mas estava meio bugado. Sugeriram um anúncio de uma câmera Canon para o nikonzeiro aqui.

É como se eles estivessem querendo fazer o papel do eBay, Mercado Livre etc.

Semana passada (ou pouco antes), eu recebi uma opção de encontros. Resolvi dar uma olhada. Ele não faz escolhas muito boas, pelo que pareceu, e o aplicativo deu pane várias e várias vezes. Parece que ainda estão fazendo a coisa, e virei cobaia.

Eles parecem querer entrar no mercado do OkCupid, do Tinder, do Happn, do PoF etc.

Eles tem a vantagem de terem muitas informações das pessoas para comparar, o que o Tinder, o Happn etc, não tem, mas não tem as informações que o OkCupid tem, pois este tem um vasto questionário para poder comparar as pessoas, inclusive com perguntas sobre preferências sexuais. (Tem gente que não entendeu o OkCupid, e não preenche estes formulários.)

Mas como o Facebook vai tentar ter acesso a informações mais pessoais ainda, como preferências sexuais para fazer as sugestões? Ou não vai fazer isto? Será que querem ser mais íntimos ainda das pessoas? Será que a taxa de acerto vai ser como a de sugerir uma câmera Canon para um usuário de Nikon?

Mas esta opção tem algo MUITO legal. Sabe aqueles casos de crushes, paixonites etc, mútuas, mas não sabem que é recíproco? Ele resolve. Você marca seus crushes da lista de amigos sem ninguém saber, pois esta informação não é publicada, é privada, e se algum deles(as) te marcou de volta nesta opção, ele avisa aos dois. Isto nenhum programa de encontros fará facilmente por você.

segunda-feira, 29 de julho de 2019

Perda da memória do nosso desenvolvimento tecnológico

Pesquisar por empresas brasileiras de tecnologia da década de 1980 e início de 1990 é frustrante. Não só as empresas desapareceram, como a memória delas desapareceu. Elas surgiram, por incrível que pareça, durante a década perdida (1980 e parte da de 1990), e fizeram um bom trabalho dentro do possível.

Mas é frustrante a falta de informações sobre elas na Internet. É a perda de uma história que tínhamos que nos orgulharmos.

Estamos perdendo o nosso parque industrial, como também a memória do que tivemos, e que poderia nos dar orgulho.

A Datanav foi um grande fabricante de interfaces gráficas e monitores de alta resolução brasileiro. Foi a primeira vez que vi um monitor de 19 polegadas com 1600 por 1200 pixels de resolução (quase 2 Mega pixels) com banda passante de 250 MHz.

Ela usava controladoras gráficas da Texas Instruments, com aceleração por hardware, o que era novidade na época.

Só encontrei informações sobre ela em trabalhos acadêmicos.

A Embracomp, também conhecida como EBC (Nenhuma relação com a Empresa Brasileira de Comunicação.), fabricou terminais de computadores, monitores de vídeo, computadores 8 bits, computadores compatíveis com PC XT, computadores que rodavam Unix, fez alguns protótipos de terminais gráficos (Eu trabalhei com um deles.) etc. Entre os produtos tinha uma interface gráfica com um monitor de vídeo para um dos computadores e 8 bits deles. Trabalhei com este também. Aliás, usei muitos equipamentos que eles fabricaram.

Eu cheguei a trabalhar cerca de 3 meses nela em 1991, se não me engano. Ela já não estava funcionando bem na época. Tinham problemas administrativos, e os funcionários não confiavam na diretoria. Era um tempo complicado no Brasil.

A única referência que encontrei dela foi o currículo do Ivan da Costa Marques, que foi um professor meu de computação na faculdade. Ele foi um dos fundadores e diretor da empresa entre 1981 e Julho de 1986. Me lembro de funcionários antigos da Embracomp gostarem dele.

A Cobra Informática daria um outro capítulo, e bem longo. O Ivan da Costa Marques, depois da Embracomp, dirigiu a Cobra de Agosto de 1986 até Julho 1990. Me lembro da Cobra desenvolvendo tecnologia na época. Mas depois veio a onda privatizante, e a estatal sofreu grandes sabotagens, fazendo-a definhar de maior empresa de informática da América Latina a um "subsetor do setor de informática" do Banco do Brasil. Ela tinha sido tão sabotada que ninguém mais a quis.

Sobre a Cobra consegui achar alguma história, além deste meu ex-professor.

https://pt.wikipedia.org/wiki/SOX_(sistema_operacional)
https://pt.wikipedia.org/wiki/BB_Tecnologia_e_Servi%C3%A7os

Mas os textos acima não fazem justiça ao que ela foi.

Nem me dei o trabalho de pesquisar sobre a Unitron, que fez o primeiro clone do Apple Mac do mundo para não ficar mais frustrado.

Não só perdemos toda uma indústria, mas perdemos também a memória dela, uma memória para nos orgulharmos. Somos massacrados de diversas formas.