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Sou viciado em computação, Internet e Fotografia. Morei por quase 6 anos, e ainda frequento, Paraty. Sou usuário de softwares Open Source, tendo dado algumas contribuições em diversas ocasiões.

sábado, 24 de junho de 2017

O Facebook é uma rede social igualitária?

O que seria uma rede social igualitária? Eu diria que seria, entre muitas coisas, uma rede social na qual as postagens de todos tivessem a mesmas chances de serem vistas e curtidas, dependendo somente dos contatos da dono da postagem, de quanto ele consegue se promover pessoalmente, e do conteúdo da postagem. Mesmo assim poderiam ter aberrações, pois as pessoas poderia abusar de outros meios de divulgação para obter seguidores.

Mas - por querer arrecadar, e talvez até ganância - o Facebook não é uma rede social igualitária. Ela abre a chance de abuso de poder econômico.

Olhem abaixo uma das muitas propostas que recebi no Facebook ao publicar uma foto em uma das minhas páginas.


Isto implica que, se você publica algo que quer que seja divulgado, poderá ter muito mais alcance se pagar. As publicações deixam de ter chances igualitárias, e passam a serem influenciadas por dinheiro.

Empresas podem usar isto para aumentar o alcance das publicações de seus produtos.

Mas existe um lado sombrio que alguns já devem ter percebido. Imagine que você tem uma ideia, uma ideologia etc, e ela interessa a alguém. Ou se você quer fazer uma campanha contra alguém.

E os interessados na sua ideia, ideologia, campanha etc, (ou você mesmo) tiverem dinheiro, e estiverem afim de investir nisto, podem pagar ao Facebook para que as ideias, mensagens, memes, imagens, publicações etc (incluindo as postagens ofensivas aos adversários), sejam divulgadas em larga escala.

Nisto o Facebook ajuda a divulgar o que interessa aos quem tem poder econômico, e não o que interessa às pessoas em geral. E o que interessa a quem tem poder econômico? Ter mais poder econômico, e obter poder político.

Assim campanhas podem ser feitas para atacar empresas, produtos, políticos, ideologias, pessoas, até para desestabilizar países.

Isto me faz pensar. Será que a Primavera Árabe realmente foi um despertar do povo árabe? E as passeatas de meados de 2013 não foram uma primeira tentativa de desestabilizar o Brasil? E as pesadas campanhas difamatórias no Facebook nas eleições de 2014 não foram financiadas, e com postagens pagas? Será que a ascensão da direita e do neoliberalismo, com destaque nas redes sociais, não foram com financiamento por grupos interessados? Será que a invasão do Instituto Royal não foi um teste de manipulação de massas, ou algo pago por algum concorrente?

Será que divulgações falsas e alarmistas tais como a que dizia que o Lauril Sulfato de Sódio era cancerígeno não passaram de um teste para saber como estas coisas se espalhariam?

Será que a nova forma de terrorismo internacional não usa mais armas e bombas diretamente, e sim, manipulação das pessoas nas redes sociais?

Sim, cheguei ao ponto de teoria da conspiração, mas com uma diferença. Uso isto para criar dúvidas, e não certezas.

Mas voltando ao assunto. Sou favorável à total proibição de postagens pagas, de divulgação paga de postagens em redes sociais, especialmente no modelo que o Facebook está fazendo.

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