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Sou viciado em computação, Internet e Fotografia. Morei por quase 6 anos, e ainda frequento, Paraty. Sou usuário de softwares Open Source, tendo dado algumas contribuições em diversas ocasiões.

terça-feira, 13 de fevereiro de 2018

Paraty e excesso de carros de turistas

Um desabafo e uma proposta.

Paraty fica com um sério problema de espaço para estacionar quando a cidade lota, como agora no carnaval, mas também acontece na FLIP, no Festival da Pinga etc.

Isto se deve a muitos turistas que vem de carro para a cidade, mas não tem a consciência que a cidade é pequena para tantos carros, e que é pequena o suficiente para se fazer os caminhos à pé. Muitos insistem em dirigir até perto dos eventos, e depois não tem lugar para estacionar.

Aliás, muitos possivelmente são viciados em carro, não sabem viver ou se deslocar sem usar o carro.

Ontem de noite vi um congestionamento bem complicado em uma pequena rua periférica.

E ainda vi muitos abusos de estacionamento irregular. Um deles deu partida neste desabafo.


sábado, 27 de janeiro de 2018

Como um Coxinha de classe média pode ser mais pobre do que um mendigo de rua

Coxinhas, me lembrei de um texto que li a algum tempo atrás.

Ele falava de patrimônio das pessoas, mas não só incluía bens, como também incluía as dívidas nas contas do patrimônio. O resultado era deveras curioso.

Sabem que muitas, realmente muitas, pessoas de Classe Média (isto inclui muitos de vocês, Coxinhas) são mais pobres do que os mendigos das ruas?

- Mas eu moro em um apartamento de 4 quartos, tenho um carro de luxo, TV LED de 60 polegadas, computador, celular, como posso ser mais pobre do que um mendigo de rua?

sábado, 30 de dezembro de 2017

Sobre medos profundos, inclusive um dos meus

As pessoas tem medos tão profundos, tão dentro de si, que não conseguem verbalizar ou compreender direito. Muitos destes medos nem são reconhecidos, inclusive porque, se for reconhecido, pode implicar em ter a assustadora situação de ter que encarar ele.

Eu tenho, você tem, todos tem estes medos.

E pensando sobre este vídeo me ajudou a entender um pouco mais um dos meus maiores medos, e a me tornar capaz de verbalizar ele, pelo menos em parte.

Um dos meus maiores medos é me tornar incapaz de aprender, de criar e testar novas ideias, de fazer novas associações de ideias, de continuar inventivo. Eu, mesmo não sendo capaz de verbalizar isto direito, encaro este medo todos os dias, luto contra ele todos os dias, me desafiando a aprender coisas, a observar o mundo, a coletar informações, a criar e testar novos modelos, novas coisas etc.

Sorte que eu tenho grandes aliados nesta minha luta, a minha grande curiosidade, o prazer que sinto quando aprendo algo, e o meu ateísmo, pois o ateísmo elimina o deus das lacunas, a "explicação" fácil do "foi deus que quis assim".

Mas isto me faz pensar por que algumas pessoas são tão reacionárias, sendo mais do que simplesmente conservadores. Elas devem ter medo de que os modelos que fizeram para o mundo não sejam válidos, ou que, com as mudanças do mundo, os seus modelos de mundo se tornem inválidos. Elas tem medo de mudarem, de se adaptarem, de mudar de opinião, e de que o mundo mude. Mas não reconhecem este medo, pois ele é muito assustador de se encarar.

Não é de se espantar que muitos destes sejam religiosos, pois algumas religiões criam um modelo de como o mundo é, ou deveria ser, de forma muito rígida, dogmática. E algumas pessoas se apegam a isto de forma muito ferrenha, pois dá uma sensação de ordem e de simplicidade, que é falsa. O mundo, o universo, é o caos e a eterna mudança, e está aí para aprendermos com ele.

Talvez isto explique por que algumas pessoas, como eu, adora os seriados Cosmos (tanto o de Carl Sagan, Cosmos, quanto de Neil DeGasse Tyson, Cosmos: A Spacetime Odyssey), e outras tenham medo dele.

quarta-feira, 29 de novembro de 2017

Acho que deveria existir trabalho intermitente, mas...

Sei que vou provocar polêmica.

Não sou contra a existência da forma de trabalho intermitente, pois alguns lugares podem precisar deste tipo de trabalho, para completar pessoal em dias de maior movimento, cobrir folgas etc. Pode ser bom para algumas pessoas ganharem um extra como segundo emprego, ou estudantes e outras pessoas que não tem muito tempo disponível para trabalhar poder ganhar algum dinheiro.

Mas sou completamente contra a forma que foi implementada.

Acho que a taxa de desemprego tem que estar muito baixa, zerada ou quase, para isto poder funcionar.

O patrão teria que pagar encargos trabalhistas, o transporte, e se o turno for mais de que um tempo, talvez 4 horas, pagar alimentação.

E o pagamento deveria ser, pelo menos, o dobro de um funcionário fixo no mesmo turno de trabalho. Assim, se precisar com muita frequência de trabalho intermitente, passa ser mais barato contratar como fixo, e até dispensar a ida em alguns dias, poupando assim auxílio transporte e alimentação.

O trabalhador poderia ser intermitente de mais de um lugar, com um limite de 3 ou 4, por exemplo. Ou o limite poderia ser de horas semanais, como 40 ou 44 horas.

O patrão de um intermite deveria combinar com antecedência a ida do trabalhador. Se não combinar com alguma antecedência, o trabalhador deveria ter a opção de não ir.

Aí seria vantajoso para o trabalhador, e acho que razoável para o patrão.

Mas a forma que está, só é vantajoso para o patrão, e é uma forma de escravidão.

domingo, 19 de novembro de 2017

Conflito na ALERJ de 17/11/2017, com fotos

Em 14/11/2017, uma terça-feira, os deputados estaduais Jorge Picciani (Presidente da ALERJ), Paulo Melo e Edson Albertassi foram presos pela Polícia Federal. Na quinta feita, dia 16/11/2017, o Tribunal Regional Federal da 2ª Região  (TRF2) determinou por unanimidade (5 votos a 0) manter eles presos preventivamente, mas ainda restava a decisão da ALERJ, que ficou para a tarde de 17/11/2017.

Como era de se esperar, foi montado um protesto com caminhão de som em frente à ALERJ. As pessoas, especialmente os funcionários do estado, estavam querendo que eles continuassem presos, especialmente quanto ao Picciani, o presidente da ALERJ.

Com o estado em crise do estado do Rio de Janeiro, o Governo Federal não ajudando, parte do funcionalismo está sem receber salários, as medidas impopulares da ALERJ (entre elas a decisão de privatização da CEDAE, a Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro), as lembranças dos conflitos nas votações do final do ano passado etc, os funcionários do estado queriam que eles continuassem presos. De certa forma, "queriam sangue", "queriam linchamento".

Eu não acredito na inocência do PMDB carioca, especialmente quanto à crise no estado do Rio de Janeiro. Eles se aliaram com grandes empresários, parece terem se tornado amigos demais deles, e misturado interesses pessoais dos empresários, pessoais deles mesmos, falta de escrúpulos com o interesse público etc. Por isto eu acredito que estes deputados estaduais podem ser culpados, mas não sei quanto. Acho que tem que ser investigados, mas me deixa incomodado todo este linchamento público, e da imprensa contra eles. Dá a impressão que tem algum motivo por trás.

Mas, como eu estava por perto, e com equipamento fotográfico, fui fotografar a manifestação diante da ALERJ. E notei algumas coisas interessantes, do tipo que deixa com uma pulga atrás da orelha.

sexta-feira, 3 de novembro de 2017

O Facebook está falindo?

Façam backup de tudo que é importante que tenham no Facebook.

Não deixem nada importante somente nele. Tenham em outros lugares.

O Facebook está agindo como se precisasse desesperadamente de dinheiro, como se estivesse em más condições financeiras.

Ele, meses atrás começou, de vez em quando, sugerindo que eu pagasse para que as minhas publicações fossem vistas por mais gente.

Depois começou a sugerir mais. Depois passou a perguntar em todas as publicações que eu fazia nas minhas páginas.

Poucas semanas atrás começou a insistir mais ainda, colocando estas mensagens na lista de notificações.

Agora atingiram um novo patamar, o de mandar e-mail pedindo dinheiro para espalhar as minhas publicações.

Isto me soa desespero para arrecadar dinheiro.

sábado, 21 de outubro de 2017

Desumanização do trabalhador

Trabalhei em uma empresa de software que gostava de chamar os programadores de recursos.

Eu odiava isto, pois despersonificava, desumanizava, as pessoas, o ser humano, o programador.

Eu me sentia como uma cadeira, uma mesa, um computador, energia elétrica, e não como um ser pensante. Chegaram a falar que era simplificação de "recurso humano", mas mesmo assim achava estranho, soava mal.

Aliás, tem algumas metodologias de desenvolvimento de software que despersonificam o programador, e ignoram que programar é produção intelectual, e não braçal. Mesmo com muitos programadores fazendo códigos parecidos, existem os que vão além, que tem uma compreensão maior do que estão fazendo e fazem códigos melhores, mais eficientes etc, e geralmente bem diferentes do que a maioria faz.

Estas metodologias tentam transplantar para o desenvolvimento de software o modo fordiano de produção, na qual cada operário faz uma única e simples tarefa, tal como uma máquina. E assim pessoas são descartáveis, como ferramentas.

Um dos motivos é a não aceitação das empresas de software que o software é uma produção intelectual, tal como obras de arte, que por vezes é criada de forma coletiva, por uma equipe. Este tipo de reconhecimento traria muitas implicações que não existem em produções industriais nas quais operários sempre fazem a mesma tarefa repetitiva na quais eles foram instruídos/treinados.

Mesmo trabalhadores que foram treinados/instruídos para fazer uma simples tarefa, são pessoas, e não máquinas. Elas tem direitos a serem respeitados. Elas tem uma vida. Mas, em nome do lucro, muitos empresários não querem ver isto. Só os veem como instrumento de produção, e nem sequer como potenciais consumidores (no fundo isto é contraditório).

Algumas coisas podem ser vistas na matéria do e-Farsas sobre fraldas no trabalho e alguns abusos, na matéria sobe o repórter infiltrado na fábrica da Foxconn, na entrevista do Benjamin Steinbruch ao UOL (não vi na íntegra) tem algumas coisas para se entender o que um empresário fala das leis trabalhistas (aqui tem o detalhe sobre a hora de almoço) etc.

O capitalismo, especialmente o modelo neoliberal, é concentrador de renda, e é auto-predatório. O máximo que consegue ver as pessoas é como consumidor e como meio de produção, e muitas vezes nem veem como as duas coisas ao mesmo tempo (Basta ver produções em países pobres, pagando mal aos trabalhadores, para tudo ser consumido em países ricos.). Então a visão de que são pessoas está muito limitada a estes dois pontos de vista.