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domingo, 22 de fevereiro de 2015

A abundância de desperdício de energia e água

Vivemos em uma sociedade com uma abundância de desperdícios, especialmente de energia e água, e não damos conta disto.

São prédios com janelas fechadas, e luzes acesas em pleno dia. Calor da geladeira desperdiçado. Ligamos o ar condicionado antes de pensar em abrir a janela. Calor de secadora de roupas lançado simplesmente no ar. Gastamos energia bombeando água para o topo dos prédio só para ela descer de novo. O calor da água aquecida que sai do chuveiro desce pelo ralo. E muitas outras coisas.

O que podemos fazer para estas coisas não acontecerem?

Eu vi um sistema interessante, mas pouco conhecido, chamado Rewatt, que permite capturar e reusar parte do calor da água que iria para o ralo. A primeira vez que vi isto foi em um vídeo educativo dentro de uma loja da Ampla (Uma empresa de fornecimento de energia elétrica.).

Este é só um exemplo de reutilização de energia.

Painéis solares para aquecer água são uma boa, mas nem sempre o telhado do prédio tem área suficiente para aquecer água para o prédio inteiro. E ainda, os andares mais baixos podem ter um retardo muito grande para a água quente chegar neles vinda do telhado. Ainda, se o prédio tiver uma fachada na qual incida muito sol, os apartamentos daquele lado tenderão a ser muito quentes, causando um uso maior de ar condicionado. Então, por que não colocar sistemas de aquecimento solar na lateral do prédio, absorvendo o calor que entraria nos apartamentos, e permitindo ter um conjunto de caixas de água quente, uma para cada andar, para atender o andar imediatamente abaixo, ou 2 andares mais baixo aumentando a pressão.

A geladeira é algo curioso. As paredes da geladeira tem que isolar o melhor possível o calor, dificultando-o de entrar nela, mas sempre tem algum penetrando, e quanto maior a diferença de temperatura, mais deve penetrar. Fora o abrir a porta que permite que o calor ambiente entre nela. Ou seja, é quase um Trabalho de Sisifu, para preservar os seus alimentos. Então ela rouba o calor de dentro da dela, e solta no ambiente, e o motor ainda gera seu próprio calor que vai para o ambiente. E se ela não está em um lugar bem ventilado, este mesmo calor a penetrará de novo. Note que existe mais um desperdício de energia térmica aqui, que pode fazer que gere um círculo vicioso de consumo de energia para descartar energia térmica. E se tiver um meio de pegar esta energia, este calor que a geladeira tem que descartar, para aquecer água levando para longe da geladeira, e se sobrar alguma, aí jogar para o ambiente.

O ar condicionado também tem um dilema parecido. Ele rouba calor do ambiente para colocar do lado de fora dele. E por que não dar um uso para este calor? Pode ser que seja mais eficiente do que simplesmente jogar no ar.

Coifas de cozinhas talvez possam também capturar e reaproveitar o calor. Mas secadoras podem gerar uma quantidade enorme de calor. Eu já vi lavanderias com secadoras em uso. O local chega a ficar quente, mesmo com dutos jogando o ar quente para fora. Se tiver como reciclar o calor, jogar de novo para dentro da secadora, sem levar a umidade que já saiu da roupa, ou misturando ar que entra com ar que sai, precisando de menos energia para aquecer a roupa.

Falando em lavanderias, a água que sai das máquinas de lavar pode ser usada em descargas de vaso sanitário, tal como a água da pia. Mas algumas destas coisas praticamente implicaria, para funcionar eficientemente, colocar uma lavanderia coletiva em um andar alto do prédio (Assim não precisaria de um sistema de bombeamento para água limpa e um para a água de reuso.), justamente os andares mais valorizados. Lavanderias individuais, de cada apartamento podem funcionar também, mas não tão eficientemente.

A água da chuva é tratada como lixo, algo a ser descartado, jogado fora o mais rápido possível, mas muito bem pode fazer o papel de água de reuso e água para regar jardins etc. Algo parecido é feito com a água de condensação dos aparelhos de ar condicionado. E por que não tratar a água da chuva que é capturado pelo esgoto pluvial (os bueiros da rua) e transformar em água potável?

Por que não gerar energia elétrica da água que desce para andares mais baixos? Gasta-se muita energia para fazer a água subir ao topo do prédio para abastecer todos os andares. Então por que não podem ter caixas de água distribuídas entre os andares, diminuindo a necessidade de bombear água para o topo do prédio sempre. Isto pode até economizar na estrutura do prédio. Mas a caixa no topo do prédio, pelo que eu já soube (Por favor, o pessoal de engenharia civil me confirme ou negue.), pode ser usada para estabilizar o prédio.

Outra forma é usar a descida da água para gerar energia elétrica e devolver à rede elétrica. Geradores como este podem ser espalhados pela descida da água no prédio, capturando parte da energia da descida, e controlando assim a taxa de descida da água em andares mais baixos.

Fachadas e telhados também podem abrigar painéis fotovoltaicos, para gerar energia elétrica. Seria uma forma de aproveitamento de espaço.

Isto que listei são só alguns exemplos de aproveitamento de energia e de água possível, mas tem problemas para implementar. Geladeiras e aparelhos de ar condicionado tem que adaptados para poder circular água dentro deles. Ou até um sistema de ar condicionado diferente, centralizado, para este caso, e até geladeiras com um condensador centralizado. As construtoras não vão gostar da ideia de ter uma lavanderia em uma área nobre e altamente valorizada do prédio. Fora mais encanamentos nos prédios para aproveitar esta água, e mais riscos de vazamentos se algo dar errado.

Uma parte depende só da construtora, e ela pode deixar o gancho para o resto. E talvez seja possível fazer algo quanto ao ar condicionado centralizado. Mas muitas coisas dependem de fabricantes de eletrodomésticos, que podem não aderir à ideia.

Se reciclarmos o calor devemos gastar menos energia, e ainda, diminuir o efeito de ilhas de calor que acontece nas cidades. E podemos parar de tratar a água que teve alguns usos, e a água da chuva, como lixo a ser descartado.

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