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Sou viciado em computação, Internet e Fotografia. Morei por quase 6 anos, e ainda frequento, Paraty. Sou usuário de softwares Open Source, tendo dado algumas contribuições em diversas ocasiões.

sexta-feira, 3 de junho de 2016

Gosto de física, inclusive Mecânica Quântica, portanto sou comunista

Ou será que por ser comunista eu gosto de mecânica quântica?

Também gosto de estatística, e acho uma excelente ferramenta, portanto sou mais comunista ainda. E também de Mecânica Clássica, Newtoniana, chegando a fazer cálculos de queda livre de cabeça (MRUV), então sou muito comunista? Some história a isto. Sou mais Marxista do que o Karl.

Que história doida é esta? Clique em "Mais informações" para entender. (A não ser que já tenha aberto o texto inteiro por um link direto a ele.)

Neste artigo publicado (e agora removido e com uma retratação, mas pode ser visto na íntegra aqui com uma crítica) pelo Instituto Liberal diz que coisas complexas escondem Marxismo por trás, e podem ser usados como instrumento marxista.

Ele redige bem um conteúdo dos mais estapafúrdios (significado aqui, aqui e aqui) que já vi. Altamente paranoico, e talvez anacrônico, que pode remeter aos medos mais irracionais do comunismo dos tempos da guerra fria. Era um tipo de medo muito cultivado e usado para manipular pessoas e populações.

Talvez tenha um pouco do medo do desconhecido misturado, e como o que ele mais teme parece ser o Marxismo, ele juntou as duas coisas.

O fato de não entender uma coisa não quer realmente dizer que esta coisa seja perigosa. Só significa que você não a entende, e pode ser por falta de base para entendê-la, que não pesquisou sobre ela, e pode ser que ninguém a entenda ainda. Eu adoro geleia de uva, mas não sei fazer geleia de uva, então o meu entendimento sobre geleia de uva é limitado.

E se não entende algo, e não tem nenhuma informação sobre este algo, é bom tomar cuidado, não mexer. Mas se quer aprender, é bom observá-la metodicamente, perguntar a quem sabe, ler o que já foi escrito sobre esta coisa, fazer anotações, pensar hipóteses, testar hipóteses passo a passo, ler o manual etc, mas mão temer cegamente, muito menos projetar nela os seus maiores e mais primitivos medos. Um dos melhores meios de se perder o medo em uma coisa é justamente estudá-la, compreendê-la.

O autor, Lucas de Moura Lima, parece ter alguns medos, entre eles do Marxismo, não compreende o que é Marxismo, como não compreende muitas coisas, e começa a projetar os seus medos no que não compreende.

Os motivos que não compreende as coisas podem ser muitos, como deficiência intelectual, preconceito, falta de base para entender. No caso ele parece ter uma paranoia, alguma mania de perseguição.

Temos 5 mil anos de civilização nas costas, no qual fizemos muitas descobertas, criamos muitas tecnologias, e pelo caminho também perdemos parte delas, por falta de registro, por falta de necessidade de uso, não foram passadas às novas gerações etc. Alguns conhecimentos estão sendo recriados, e redescobertos. Um destes que era um mistério era como os egípcios transportavam grandes cargas de pedra pela areia do deserto. Outro grande mistério era como as estátuas da Ilha de Páscoa foram movidas até os seus lugares. Mas vão ter muitos outros mistérios que não serão resolvidos, pois o conhecimento foi perdido, tal como alguns ainda serão resolvidos.

Tal como criamos muito conhecimento nos últimos milhares de anos, passamos do ponto no qual uma pessoa é capaz de ter todo o conhecimento. E como passamos deste ponto a muito tempo, então é normal as pessoas terem muitas lacunas de conhecimento. Acho que ninguém detém 1 milésimo de todo o conhecimento da humanidade. Então surgem especialistas, que mesmo tendo bons conhecimentos em algumas áreas, são realmente bons em algumas poucas áreas, e mesmo assim podem não deter todo o conhecimento da humanidade nesta área. Então uma área de conhecimento pode ter algumas dezenas de especialistas pelo mundo, e nenhum deles deter todo o conhecimento total desta área. Alguns saberiam de detalhes que outros não saberiam. Isto não tem nenhuma relação com Marxismo, a não ser se o assunto for Marxismo em si.

Este incidente mostrou uma falta de seriedade nas publicações no site do Instituto Liberal (Eu já não o levava à sério mesmo, e agora levo menos ainda.). Aparentemente o texto não foi corretamente avaliado antes da publicação. Revistas científicas avaliam tudo que recebem para publicar. Muita coisa acaba recusada, pois não passa pelo crivo de uma banca avaliadora. Outras são retornadas aos autores para resolver dúvidas e questões, e dependendo de como sejam resolvidas, vão para a publicação ou não. Mesmo assim algumas coisas publicadas recebem muitas críticas e acabam sendo despublicadas. Acredito que algumas coisas polêmicas sejam publicadas justamente para expor algo ao público, e, em especial, à comunidade que trata daquele assunto, mesmo que seja um trabalho mal feito. Eu acredito que nem sempre a despublicação signifique realmente a remoção do artigo.

Dá para notar que o autor colocou suas crenças, seus medos, seus preconceitos etc. Ele acredita muito neles, e projeta seus medos nas coisas complexas que não compreende. Ele deu uma opinião muito enviesada nisto. É normal as pessoas serem enviesadas, olharem por sua ótica, filtrar o mundo segundo suas "ferramentas de compreensão", então tem que escrever o mais objetivamente possível, e demonstrar o que falam em um pensamento lógico. Ele fez afirmações que nunca vi falar antes, sem fazer uma demonstração lógica suficiente para comprovar o que falava.

Uma coisa me surpreendeu é ele ser gestor de riscos, pois riscos vem de variáveis de difícil controle e predição em sistemas, que quanto mais complexos, mais destas variáveis podem existir, e ele parece ter dificuldade, e medo, de sistemas complexos. Outra coisa importante é que acho muito difícil entender o Capitalismo sem entender o Marxismo, pois Marx nos forneceu excelentes ferramentas para entender o capitalismo. O autor não me é confiável, em minha opinião, para lidar com riscos em um sistema Capitalismo. Eu não confiaria nele para qualquer investimento.

Ao final deste artigo, que satiriza o artigo do publicado pelo Instituto Liberal, tem os links para achar cópias do artigo original.

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