Quem sou eu

Minha foto

Sou viciado em computação, Internet e Fotografia. Morei por quase 6 anos, e ainda frequento, Paraty. Sou usuário de softwares Open Source, tendo dado algumas contribuições em diversas ocasiões.

segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

A utilidade do Diabo


(Fanáticos religiosos me chamando de satanista em 3, 2, 1...) É muito interessante a utilidade que algumas religiões dão para o Diabo, para o Satanás. Ele se torna um inimigo para todos temerem, odiarem, o que cria uma cortina de fumaça, algo útil para as pessoas prestarem atenção e não prestarem atenção em absurdos e contradições da religião. Em alguns casos podem dizer que achar erros e contradições na religião é uma tentação do Diabo.

Ainda podem dizer que as outras fontes de informação, como livros de história, que contradizem a bíblia são obras do Diabo. (Sim, vi este argumento sendo usado, e foi recentemente.) Se é obra do diabo, não devem ser lidos, então ninguém tem subsídios para duvidar da bíblia, e ela se torna a única fonte de informação.

E ainda, se alguém ler, e ficar a semente da dúvida (A dúvida é a fonte, é o que move a Ciência.), este passou a ser possuído pelo Diabo.

As coisas erradas são feitas pelo Diabo.

Quem quer aprender de tudo está sendo tentado pelo Diabo. As outras religiões são coisas do Diabo, e assim as pessoas são proibidas de estudar outras religiões, acabando com a chance da pessoa mudar de religião, ou até mesmo desenvolver um senso crítico sobre a sua própria religião. O Diabo se torna um mecanismo de fidelidade que não pode ser duvidado, senão está tentado pelo Diabo.

O Diabo leva toda a fama.

Aliás, quem é o grande genocida confesso da bíblia? Dica: Já destruiu cidades, já inundou o planeta etc. E fez um trabalho tão bem feito que ninguém acha provas disto. Não, não é o Diabo.

3 comentários:

  1. Começo a achar que você é retardado por que em nenhum momento disse que livros de história, que contradizem a bíblia são obras do Diabo. Outra coisa não venha falar que religioso é fanático pois da mesma forma que você se vê no direito de colocar a sua opinião, vemo-nos direito de defender também.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Não falei de você. Mas de outros com que já conversei. Este artigo vem de uma longa coleção de conclusões, de conversas, de leituras, que datam de muitos anos.

      Já fui acusado de ser o Diabo, ou de ter alguma relação com ele, por defender de um maluco religioso uma mulher no ônibus que estava com roupa de Umbanda (que também discordo). Ela estava quieta no lugar dela. A única coisa a mais que ela fazia era estar com uma vestimenta que chamava a atenção. Eu a olhei e passei. Mas depois entrou no ônibus um maluco religioso que deu um chilique falando que a religião dela era coisa do Diabo etc. Eu fui em defesa dela, falando que no Brasil existia a liberdade religiosa, e então ele ficou falando que eu estava de pacto com o Diabo e outras coisas assim.

      Excluir